Ir para o conteúdo
Marrocos é seguro para os americanos? Uma amizade antíssima

Blog

Marrocos é seguro para os americanos? Uma amizade antíssima

Os americanos fazem-nos esta pergunta mais do que qualquer outra, quase sempre com cuidado e quase sempre com uma segunda atrás: se convirá dizer que são americanos. A resposta curta é que Marrocos é um dos países mais seguros a que um americano pode viajar. A resposta longa é mais interessante, porque os Estados Unidos e Marrocos são amigos desde antes de os Estados Unidos terem constituição.

Este guia cobre a história que quase ninguém conhece, como é a segurança no dia a dia, onde surgem mesmo os problemas e as advertências honestas. Somos uma empresa marroquina de viagens e boa parte dos nossos clientes são americanos.

Marrocos é seguro para os americanos? A resposta curta

Sim. Marrocos é politicamente estável, a criminalidade violenta contra turistas é rara e o país construiu a sua economia em torno de receber visitantes. Chegam milhões todos os anos e a esmagadora maioria volta para casa sem ter vivido nada pior do que uma insistência agressiva para lhes vender um tapete.

Isso não é dizer que nunca corre nada mal. É dizer que os riscos são os normais de qualquer viagem, não excecionais, e que se gerem se souber quais são.

A amizade mais antiga dos Estados Unidos

Em 1777, quando o desfecho da Revolução americana ainda era tudo menos certo, o sultão Mohammed III declarou que os navios mercantes americanos seriam bem-vindos nos portos marroquinos. Marrocos foi o primeiro país do mundo a reconhecer assim os Estados Unidos.

Nove anos depois os dois países assinaram o Tratado de Paz e Amizade marroquino-americano, negociado por Thomas Barclay e concluído em 1786. Nunca foi rompido. É a relação de tratado ininterrupta mais longa da história dos Estados Unidos, mais antiga do que a própria Constituição.

Há um edifício em que se pode entrar e que torna isto concreto. Em 1821 o sultão Moulay Suleiman ofereceu ao governo americano uma casa na medina de Tânger. A Legação Americana de Tânger foi a primeira propriedade que os Estados Unidos tiveram no estrangeiro, serviu de posto diplomático durante mais de um século e é o único National Historic Landmark americano em solo estrangeiro. Hoje é um museu e pode ser visitado.

Nada disto torna um carteirista menos provável. O que explica é a textura do acolhimento. Os americanos não são aqui uma novidade nem um alvo: são, de uma forma pequena e real, um conhecido de longa data.

Uma rua tranquila em Chefchaouen: Marrocos é seguro para os americanos a pé
Chefchaouen. Andar por uma cidade marroquina parece-se mais com a Europa do que a maioria espera.

Como é a segurança no dia a dia

Criminalidade violenta

Rara, e ainda mais rara contra visitantes. Marrocos vigia muito as suas zonas turísticas e há polícia turística nas medinas principais. Andar por Marraquexe ou Fez à noite parece-se mais com uma cidade europeia do que a maioria dos americanos espera.

Furtos e pressão comercial

É esta a categoria a sério. Carteiristas em souks cheios, arrastões de mota em ruas estreitas e, sobretudo, a insistência comercial da medina: guias não oficiais que se colam a si, alguém que garante que a praça está fechada e que a curtumaria é por ali, uma visita a uma loja que se torna uma hora. Cansa mais do que assusta, e a delicadeza firme resolve quase tudo.

O trânsito

Estatisticamente o risco mais relevante para qualquer visitante, e aquele por que ninguém pergunta. As estradas marroquinas são movimentadas, as de montanha são estreitas e os hábitos dos peões não são os americanos. Se quer preocupar-se com alguma coisa, preocupe-se em atravessar a rua e com quem o conduz.

Terrorismo, na devida proporção

Marrocos tem um aparelho de segurança sólido e há muitos anos que não sofre um atentado contra turistas. O risco existe, como em Londres, Paris ou numa cidade americana, e deve ser pesado na mesma balança. Consulte o aviso de viagem em vigor antes de reservar.

Onde surgem mesmo os problemas

Quase nada disto é criminal. Quase tudo é comercial, e quase tudo se evita.

  • O falso guia. Alguém que se cola a si na medina, o leva a onde não pediu para ir e espera ser pago. Os guias oficiais têm cartão. Um «não, obrigado» educado e repetido, sem parar de andar, é toda a técnica.
  • «Hoje a praça está fechada». Não está. Nem a curtumaria, nem o mercado, nem a rua por onde ia. Aquela frase existe para o desviar para uma loja.
  • Táxis sem taxímetro. Combine o preço antes de fechar a porta, ou exija o taxímetro. A diferença é pequena em euros e irritante por princípio.
  • Tours ao deserto comprados na rua. A forma mais comum de uma viagem a Marrocos correr mal é um operador sem responsabilidade, um veículo em mau estado e ninguém a quem ligar. Reserve com quem tem morada fixa e confirmação escrita.
  • Hena e fotografias. Em Jemaa el-Fna, uma mão oferecida para hena ou um macaco posto ao ombro são uma transação, não uma oferta. Decida antes, não depois.

O nosso guia sobre como reservar um tour ao deserto a partir de Marraquexe em segurança passa pelas perguntas que vale a pena fazer antes de pagar seja a quem for.

Mulheres a viajar em Marrocos

As americanas viajam aqui sozinhas e em grupo a toda a hora, e o retrato honesto é misto mais do que alarmante. O assédio de rua, sobretudo verbal, é mais frequente do que nos Estados Unidos e mais do que muitas esperam. É desagradável e muito raramente passa disso.

Ajuda vestir do lado discreto do que usaria em casa, sobretudo em zonas rurais; óculos de sol e passo decidido; não responder aos comentários; e usar motorista em vez de caminhar longas distâncias depois de escurecer. Marraquexe, Fez e Chefchaouen estão habituadas a viajantes sozinhas.

Uma nota honesta para viajantes LGBTQ

As relações entre pessoas do mesmo sexo são criminalizadas pelo artigo 489 do código penal marroquino. Os processos contra turistas são muito raros e visitantes gays e lésbicas vêm a Marrocos sem incidentes todos os anos, mas a lei existe e a discrição em público conta. Dizemos isto claramente porque merece decidir com informação exata e não com uma omissão tranquilizadora.

Saúde, água e comida

A água da torneira é clorada e é geralmente potável nas cidades principais, embora muitos visitantes fiquem pela engarrafada. A comida de rua é um dos grandes prazeres daqui: escolha bancas com muita rotação e comida quente feita à sua frente. Não são exigidas vacinas para entrar, mas informe-se num centro de medicina do viajante. As farmácias são muitas, bem abastecidas e baratas.

Entrada, documentos e dinheiro

Os cidadãos americanos não precisam de visto para estadas turísticas até noventa dias. Precisam de passaporte e, embora Marrocos exija formalmente validade durante a estada, muitas companhias aéreas aplicam a regra dos seis meses, por isso verifique antes de voar.

A moeda é o dirham e é uma moeda fechada: não se compra em quantidade antes de chegar nem convem levar muito para casa. Levante em caixas de banco, leve mais notas pequenas do que parece necessário e conte com o dinheiro vivo como norma fora de hotéis e restaurantes grandes. Os cartões funcionam nas cidades e muitas vezes não no sul.

O que dizemos de facto aos nossos clientes americanos

  • Diga que é americano. Abre conversas, não as fecha.
  • Aprenda quatro palavras de árabe ou francês. Shukran rende mais do que qualquer frase de guia.
  • Combine preços antes, não depois. Aqui não é falta de educação; é prática normal.
  • Não aceite ajuda que não pediu, e não se sinta mal por isso.
  • Pergunte antes de fotografar pessoas. Na praça, parta do princípio de que se paga.
  • Deixe sem plano a primeira tarde na medina. Toda a gente se perde. É melhor perder-se sem ter de estar em lado nenhum.

Perguntas frequentes

Marrocos é seguro para turistas americanos?

É, para a grande maioria. A criminalidade violenta contra turistas é rara, o país é estável e as zonas turísticas são muito vigiadas. Os riscos realistas são os furtos, a insistência comercial e o trânsito, não perigo físico.

Os americanos precisam de visto para Marrocos?

Não, para estadas turísticas até noventa dias. É preciso passaporte válido. Marrocos exige validade durante a estada, mas muitas companhias aplicam a regra dos seis meses.

É seguro dizer que se é americano em Marrocos?

É, e normalmente abre conversa. Marrocos foi o primeiro país a reconhecer a independência americana em 1777, o tratado de 1786 entre os dois nunca foi rompido e os marroquinos conhecem essa história muitas vezes melhor do que os próprios americanos.

Marrocos é seguro para viajantes sozinhas?

Muitas viajam aqui sozinhas sem incidentes, mas o assédio verbal de rua é mais frequente do que nos Estados Unidos. Vestir de forma discreta, andar com decisão, não responder e usar motorista depois de escurecer reduzem-no bastante. Os incidentes graves são raros.

Pode beber-se água da torneira em Marrocos?

É clorada e geralmente potável nas cidades principais. A maioria dos visitantes bebe engarrafada de qualquer forma, e em zonas rurais e no deserto a engarrafada é a opção sensata.

Qual é o risco real mais importante?

O trânsito, de longe, seguido dos furtos oportunistas em locais cheios. Ambos são riscos normais de viagem. Nenhum é razão para não vir.

Pronto para descobrir Marrocos?

Diga-nos quando quer vir, o que quer ver e onde gostaria de ficar. Montamos o itinerário sob medida, sem compromisso. Contato · WhatsApp.

Sahara desert camp at night

Pronto para descobrir Marrocos?

Diga-nos quando quer vir, o que quer ver e onde gostaria de ficar. Montamos o itinerário sob medida, sem compromisso.

Planeje sua viagem →
Tours 100% privados
Guias berberes locais
Empresa familiar desde 2018
Apoio 24/7
1